Por José Roger
As ervas resistentes ao glifosato – o herbicida mais usado do mercado, considerado a principal descoberta da história recente da indústria de agrotóxicos – forçam produtores de grãos das três Américas a reverem suas práticas. Essas plantas ameaçam anular as vantagens do produto, capaz de controlar mais de cem ervas que disputam energia com soja e milho. Os laboratórios não oferecem nenhuma alternativa química capaz de reverter sozinha a situação. Segundo os especialistas ouvidos pela Gazeta do Povo, por mais que se apele aos herbicidas alternativos disponíveis no mercado, o remédio mais eficiente por enquanto é a rotação de culturas, a diversificação.
O controle de plantas como buva, azevém, amendoim bravo (leiteira) e capim amargoso – que estão se tornando mais fortes que o glifosato em lavouras brasileiras exige participação direta do produtor. Se afetado, ele precisa mudar de cultura, reorganizar a sequência de plantios ou tentar abafar as ervas daninhas no inverno com o plantio de gramíneas. O último recurso é voltar à época da foice e da enxada. Já existem áreas em que só trabalho manual detém as invasoras.
Em meio a tamanha ameaça, uma constatação alivia os produtores brasileiros. Enquanto países como Estados Unidos e Argentina tentam alertar agricultores, cooperativas e técnicos, o Brasil começa a enfrentar o problema com uma vantagem: a diversidade produtiva. As diferenças regionais de clima, solo e altitude reduziram naturalmente o espaço da monocultura – prática que teria incentivado o aparecimento das ervas resistentes, pelo uso contínuo de glifosato.
O cultivo de até três safras por ano exige o uso de diferentes produtos e sementes, o que ajuda a rebater a resistência aos agrotóxicos. Ainda assim, boa parte das regiões brasileiras é suscetível ao problema e a aplicação descontrolada de agroquímicos simplesmente agravar a situação.
No Brasil, o principal desafio na guerra contra o novo problema é vencer a buva. A planta saiu do barranco para o meio da lavoura e, imbatível, infestou regiões agrícolas inteiras em menos de cinco anos, incluindo Sudoeste, Oeste, Noroeste e Norte do Paraná. Perto de 40% da área de soja do estado foi infestada, avalia a Embrapa.
Segundo pesquisa da instituição, uma única planta produz perto de 70 mil sementes. Há relatos de até 200 mil sementes. E dois pés de buva por metro quadrado são suficientes para provocar perda de até 30% na produção de soja, afirma Fernando Adegas, pesquisador da Embrapa Soja, de Londrina.
Pedro Christoffoleti, professor da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), ligada à Universidade de São Paulo (USP), explica que o capim amargoso, apesar de ter potencial comparado ao da buva em termos de resistência ao glifosato, pode ser controlado com outros produtos. É considerado o principal problema no Paraguai e teria entrado no Brasil pela divisa com o Paraná.
No caso do amendoim-bravo (leiteira), a resistência é considerada mais fraca que a da buva. “Com aplicações corretas, o controle é possível”, diz o pesquisador. O azevém, por sua vez, é um problema do Sul. Não se desenvolve em clima quente. A cultura vinha sendo inclusive usada no controle da buva. Plantada no meio das fileiras de milho, abafa a erva daninha. No entanto, eliminá-la antes do cultivo da soja se tornou mais difícil e o que era um remédio acabou se tornando mais um problema.
Fonte: MST / Gazeta do Povo.
O Blog busca aprimorar o conceito de uma floresta sustentável, que ajude a nos dê um grande valor cultural.
domingo, 14 de fevereiro de 2010
Dados florestais reunidos em livro estão disponíveis para download
A área das florestas naturais, plantadas e de unidades de conservação, além de taxas de desmatamento e características dos biomas são algumas das informações reunidas no minilivro Florestas do Brasil em Resumo.
A publicação, com quase 60 tabelas e 20 mapas, foi compilada pela equipe do Serviço Florestal Brasileiro e está disponível para download no site do Serviço Florestal - www.florestal.gov.br, http://www.florestal.gov.br, nas versões em português e inglês.
A obra traz um panorama do setor florestal no Brasil que começa com a explicação de conceitos básicos, como, por exemplo, o que é floresta, e mostra que a riqueza florestal ainda deixa o país como o segundo do mundo em extensão de florestas. Há, também, explicações sobre a gestão florestal e papel dos órgãos federais, como MMA, Serviço Florestal, Ibama e ICMBio.
No que se refere ao mercado, o livro mostra que o setor de base florestal gera cerca de US$ 37 bilhões e participa com cerca de 3,5% do PIB nacional. Só em 2007, a extração de madeira em tora ultrapassou os 270 milhões de metros cúbicos.
Este modelo de minilivro é produzido por órgãos florestais de outros países como Austrália, Finlândia, Chile, Estados Unidos e Canadá e, na avaliação do diretor-geral do Serviço Florestal, Antônio Carlos Hummel, será de grande utilidade para todos os atores interessados na conservação e o manejo dos recursos florestais do Brasil. (Fonte: MMA)
A publicação, com quase 60 tabelas e 20 mapas, foi compilada pela equipe do Serviço Florestal Brasileiro e está disponível para download no site do Serviço Florestal - www.florestal.gov.br, http://www.florestal.gov.br, nas versões em português e inglês.
A obra traz um panorama do setor florestal no Brasil que começa com a explicação de conceitos básicos, como, por exemplo, o que é floresta, e mostra que a riqueza florestal ainda deixa o país como o segundo do mundo em extensão de florestas. Há, também, explicações sobre a gestão florestal e papel dos órgãos federais, como MMA, Serviço Florestal, Ibama e ICMBio.
No que se refere ao mercado, o livro mostra que o setor de base florestal gera cerca de US$ 37 bilhões e participa com cerca de 3,5% do PIB nacional. Só em 2007, a extração de madeira em tora ultrapassou os 270 milhões de metros cúbicos.
Este modelo de minilivro é produzido por órgãos florestais de outros países como Austrália, Finlândia, Chile, Estados Unidos e Canadá e, na avaliação do diretor-geral do Serviço Florestal, Antônio Carlos Hummel, será de grande utilidade para todos os atores interessados na conservação e o manejo dos recursos florestais do Brasil. (Fonte: MMA)
sábado, 13 de fevereiro de 2010
Expansão de biocombustíveis pode aumentar emissões do Brasil, diz estudo
Simulação apresentada em artigo na revista Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS) aponta que a expansão da produção de etanol e biodiesel pode levar a um aumento das emissões de carbono no Brasil devido à maior ocupação da região amazônica.
O processo ocorreria, segundo o estudo, de forma indireta: as plantações destinadas à produção de biocombustíveis substituem os pastos que, por sua vez, se expandem sobre as áreas de floresta. Os cientistas projetam que 121 mil km² poderiam ser desmatados por causa do processo até 2020. O etanol seria responsável por metade disso e o biodiesel, pelo restante.

Cana e soja podem pressionar a floresta amazônica indiretamente, alerta.
Tratores preparam terra outrora ocupada por floresta para plantio de soja no norte de Mato Grosso. (Foto: Rodrigo Baleia/Greenpeace)“A maior parte da expansão da cana-de-açúcar no Brasil ocorreu em terras usadas antes como pasto no Sudeste do país. O mesmo vale para mais de 90% das plantações de soja na região amazônica após a moratória (da soja) de 2006”, justifica o estudo.
O estudo aponta ainda que cerca de 290 mil km² de pastos abertos no país estão abandonados e que, na região amazônica, há pouco estímulo para a recuperação de áreas degradadas, problema reforçado pelo caos fundiário. Em muitas áreas, o gado é criado de forma muito esparsa, apenas para garantir o direito sobre o terreno.
A pesquisa faz um uma projeção para 2020 e conclui que o carbono emitido por essa expansão causará emissões de carbono que levarão 250 anos para serem compensadas pela substituição de combustíveis fósseis pelo renováveis.
Ainda segundo os autores do artigo da PNAS, uma intensificação de 0,13 cabeça gado por hectare (10 mil metros quadrados) na média nacional permitiria que a produção de biocombustíveis se expandisse sem afetar as florestas. O estudo concluiu também que o uso do óleo de palmeira no lugar da soja para a produção de biodiesel levaria a menor impacto nas emissões de carbono.
O processo ocorreria, segundo o estudo, de forma indireta: as plantações destinadas à produção de biocombustíveis substituem os pastos que, por sua vez, se expandem sobre as áreas de floresta. Os cientistas projetam que 121 mil km² poderiam ser desmatados por causa do processo até 2020. O etanol seria responsável por metade disso e o biodiesel, pelo restante.

Cana e soja podem pressionar a floresta amazônica indiretamente, alerta.
Tratores preparam terra outrora ocupada por floresta para plantio de soja no norte de Mato Grosso. (Foto: Rodrigo Baleia/Greenpeace)“A maior parte da expansão da cana-de-açúcar no Brasil ocorreu em terras usadas antes como pasto no Sudeste do país. O mesmo vale para mais de 90% das plantações de soja na região amazônica após a moratória (da soja) de 2006”, justifica o estudo.
O estudo aponta ainda que cerca de 290 mil km² de pastos abertos no país estão abandonados e que, na região amazônica, há pouco estímulo para a recuperação de áreas degradadas, problema reforçado pelo caos fundiário. Em muitas áreas, o gado é criado de forma muito esparsa, apenas para garantir o direito sobre o terreno.
A pesquisa faz um uma projeção para 2020 e conclui que o carbono emitido por essa expansão causará emissões de carbono que levarão 250 anos para serem compensadas pela substituição de combustíveis fósseis pelo renováveis.
Ainda segundo os autores do artigo da PNAS, uma intensificação de 0,13 cabeça gado por hectare (10 mil metros quadrados) na média nacional permitiria que a produção de biocombustíveis se expandisse sem afetar as florestas. O estudo concluiu também que o uso do óleo de palmeira no lugar da soja para a produção de biodiesel levaria a menor impacto nas emissões de carbono.
Madeira nobre extraída da Amazônia é apreendida em MG
Carretas transportavam jatobá, angelim e cedro.
Material tinha documentação inconsistente, segundo Ibama.
A Polícia Rodoviária e o Ibama apreenderam duas carretas que transportavam irregularmente madeira nobre, extraída na região amazônica em Juiz de Fora (MG), conforme informações da Globo Minas. Um caminhão levava peças de jatobá, e o outro transportava angelim e cedro da Amazônia.
A madeira seria vendida em Juiz de Fora e no Rio de Janeiro. A mercadoria tem selo de certificação e nota fiscal, mas o Ibama descobriu que a carga declarada era menor do que as carretas realmente levavam, o que pode caracterizar crime ambiental.
Se constatado o crime ambiental, o Ibama aplica multa de R$ 300 por metro cúbico de madeira apreendida. Além disso, vendedor, transportador e comprador da mercadoria podem responder a processo na Justiça
Material tinha documentação inconsistente, segundo Ibama.
A Polícia Rodoviária e o Ibama apreenderam duas carretas que transportavam irregularmente madeira nobre, extraída na região amazônica em Juiz de Fora (MG), conforme informações da Globo Minas. Um caminhão levava peças de jatobá, e o outro transportava angelim e cedro da Amazônia.
A madeira seria vendida em Juiz de Fora e no Rio de Janeiro. A mercadoria tem selo de certificação e nota fiscal, mas o Ibama descobriu que a carga declarada era menor do que as carretas realmente levavam, o que pode caracterizar crime ambiental.
Se constatado o crime ambiental, o Ibama aplica multa de R$ 300 por metro cúbico de madeira apreendida. Além disso, vendedor, transportador e comprador da mercadoria podem responder a processo na Justiça
Programa de Proteção Florestal (PROTEF)
O primeiro programa de âmbito nacional relacionado com pragas florestais foi criado em 1989. Os objetivos básicos eram o levantamento e identificação dos insetos presentes nos plantios florestais, sendo denominado PCMIF - Programa Cooperativo de Monitoramento de Insetos em Florestas, congregando 16 empresas do setor florestal, sob a administração e coordenação geral do IPEF.
Em 1993, o Programa entrou em uma nova fase, sendo denominado PCMIP - Programa Cooperativo para o Manejo de Pragas Florestais e buscou uma maior interação entre as empresas associadas, desenvolvendo projetos de pesquisa cooperativos.
Em 1999 o amadurecimento do Programa incorporou a área de doenças florestais, sendo denominado Programa Temático de Manejo Integrado de Pragas e Doenças Florestais, iniciando os trabalhos com o desenvolvimento de um projeto de pesquisa na área de identificação e manejo de doenças do eucalipto.
No ano de 2000, atendendo a demanda das empresas florestais, o Programa incorporou a área de controle de incêndios florestais e passou a ser denominado Programa de Proteção Florestal - PROTEF. Atualmente, o PROTEF tem sob sua coordenação vários projetos de pesquisa e de extensão sobre manejo de pragas e doenças florestais, com participação de 17 empresas florestais, associadas e não-associadas ao IPEF.
Em 2007 o PROTEF atuou destacadamente na discussão sobre a lista de produtos químicos proibidos pelo sistema de certificação florestal FSC, que culminou na criação de um novo programa no IPEF, chamado de Programa Cooperativo em Certificação Florestal (PCCF). O PCCF tem participação de 27 empresas florestais, 3 certificadoras e 4 empresas químicas, sendo esse o maior programa atualmente do IPEF.
Missão
Promover o estabelecimento do manejo integrado dos agentes daninhos às florestas, estudando os insetos-praga, os fitopatógenos e a ocorrência de incêndios e seus efeitos no ecossistema florestal e desenvolvendo tecnologias adequadas, baseadas em aspectos técnicos, econômicos, sociais e ambientais, para o controle destes agentes.
Objetivos
• Atender necessidades específicas das empresas florestais nas áreas de manejo de pragas, doenças e incêndios florestais, buscando soluções objetivas, por meio de projetos de pesquisa.
• Desenvolver projetos de pesquisa cooperativa entre as empresas florestais, universidades, instituições de pesquisa e empresas do setor público e privado.
• Buscar e implementar inovações tecnológicas relacionadas ao MIP em florestas.
• Promover a troca de informações entre as empresas do setor florestal.
• Formar, aperfeiçoar e capacitar técnicos, com ênfase no manejo integrado de pragas e doenças.
• Difundir as informações geradas pela pesquisa e desenvolvimento, principalmente para as empresas do setor florestal.
Resultados
1. Projeto Cooperativo de Controle Biológico do Psilídeo-de-concha em Florestas de Eucalipto: Os principais resultados são: alta correlação entre as populações do psilídeo-de-concha e de seu parasitóide e não-correlação com predadores generalistas; desenvolvimento da técnica de criação da praga e do parasitóide no laboratório.
2. Monitoramento populacional do psilídeo-de-concha e de seus inimigos naturais em florestas de eucalipto.
3. Desenvolvimento de estratégias e modelos de monitoramento de cupins-praga em áreas de plantios de eucalipto, com redução de 70 %, em média, da área tratada com cupinicidas.
4. Levantamento e monitoramento de inimigos naturais em áreas de preservação ambiental e de eucalipto no sul da Bahia, demonstrando alta diversidade de inimigos naturais.
5. Atendimento às empresas no diagnóstico de doenças em viveiro e campo, assim como informações de manejo das mesmas;
6. Serviço de alerta florestal, informando através do site as doenças de ocorrência que possuem grande risco ao setor;
7. Serviço de zoneamento climático para a ferrugem do eucalipto;
Informação e Formação de Recursos Humanos
Visitas Técnicas
1. Visita técnica a Swedish Match para acompanhamento de ataque de lagarta do álamo, Porto União, SC, no período de 08 a 09/02/2008.
2. Visita técnica a Suzano Papel e Celulose para verificação de ataque de lagarta desfolhadora, Itatinga, SP nos dias 10 e 23/01/2008; 13 e 28/02/2008.
3. Visita técnica a Suzano Papel e Celulose para verificação de ataque de grilos em plantio de eucalipto, São Miguel Arcanjo, SP, em 23/03/2008.
4. Visita técnica a VCP Florestal, Três Lagoas, MS para acompanhamento da infestação de psilídeo-de-concha e de tripes em florestas de eucalipto, no período de 11 a 13 /04/2008.
5. Visita técnica para realização do monitoramento do psilídeo-de-concha referente ao Projeto Cooperativo de Controle Biológico do Psilídeo-de-Concha na CAF, Martinho Campos, MG nos períodos de 16 e 17/05; 09 e 10/08/2008.
6. Visita técnica a Copener Florestal (Bahia Pulp), Alagoinhas, BA para acompanhamento de surtos de lagartas desfolhadoras em plantios de eucalipto e discussão sobre projetos de pesquisa, nos períodos de 19/06/2008; 12 a 14/07/2008; 19 a 21/09/2008.
7. Visita técnica a MMX Florestal, Anastácio, MS para verificação de ataque de psilídeo-de-concha e de cupins em florestas de eucalipto, no período de 16 a 18/07/2008.
8. Visita técnica a AP Serviços, Itiquira, MT para acompanhamento de ataque de psilídeo-de-concha em florestas de eucalipto, no período de 18 a 20/07/2008.
9. Visita técnica a Ripasa S/A, Boa Esperança do Sul, SP para verificação de ataque do psilídeo-de-concha em plantios de eucalipto, no dia 19/10/2008.
Viagens Internacionais
1. Participação da 1ª. Reunião do grupo de especialistas do Forest Stewardship Council (FSC), da comissão “Continuous Improvement Approach to Chemicals”, para a revisão de florestas plantadas. Cidade: Bonn, Alemanha; Inst. promotora/financiadora: FSC International Center, Data do evento: 20 a 22/11/2008.
Participação e Organização de Eventos Técnico-científicos
1. Organização da 12ª. Reunião Técnica PROTEF: “Manejo de Pragas e Doenças do Eucalipto na Amazônia”. Cidade: Monte Dourado, PA; Inst. promotora/financiadora: IPEF/ Jari Celulose S.A. Data do evento: 10 a 12/06/2008. Local: Monte Dourado, PA. Apoio: Jari Celulose S.A. Público: 72 pessoas, entre representantes das empresas florestais, empresas prestadoras de serviço, pesquisadores e estudantes. Apresentação de 14 palestras durante o evento e visita técnica ao campo para verificação dos danos das principais pragas e doenças e seus respectivos métodos de controle.
2. Organização do 4º. Dia de Campo do Eucalipto. Local: FCA/UNESP; Cidade: Botucatu; Inst. promotora/financiadora: FCA/UNESP e Eucatex. Data do evento: 04/06/2008.
3. Organização do Dia de Campo sobre Percevejo-bronzeado em Florestas de Eucalipto. Local: Itaforte Bioprodutos, Cidade: Itapetininga, SP e VCP Florestal/Fazenda Ponte Alta, Cidade: Salto do Pirapora, SP; Inst. promotora/financiadora: IPEF/VCP/Itaforte Bioprodutos. Data do evento: 04/12/2008.
4. Organização do 4º Workshop sobre Formigas Cortadeiras. Piracicaba-SP. Local: ESALQ/USP; Cidade: Piracicaba, SP; Inst. promotora/financiadora: FCA/UNESP e IPEF. Data do evento: 02/09/2008.
5. Organização da Reunião sobre Pragas Exóticas em Florestas no Brasil. Local: ESALQ/USP; Cidade: Piracicaba, SP; Inst. promotora/financiadora: FCA/UNESP e IPEF. Data do evento: 03/09/2008.
Palestras Proferidas/Cursos
1. Atendimento à comunidade, empresas florestais e agricultores no diagnóstico de insetos e ácaros pragas em espécies vegetais e orientação para o tratamento fitossanitário: 30 atendimentos.
2. Curso “Psilídeo-de-concha do eucalipto: Bioecologia, monitoramento e manejo” ao corpo técnico da V&M Florestal, Duração: 6 h. Local: CAPEF, Paraopeba, MG. Data: 12/04/2008. Número de participantes: 18.
3. Curso “Manejo de Pragas em Viveiros de Eucalipto” ao corpo técnico da Veracel, Duração: 8 h. Local: Centro de treinamento da Veracel, em Eunápolis, BA. Data: 18 e 19/08/2008. Número de participantes: 15.
4. Curso “Principais pragas do eucalipto: bioecologia e manejo” ao corpo técnico da Ripasa, Duração: 8 h. Local: Centro de treinamento da Ripasa, Ibaté, SP. Data: 29 e 30/11/2007. Número de participantes: 32.
5. Curso “Biologia e controle das pragas do eucalipto” ao corpo técnico da Aracruz Celulose e Equilíbrio Proteção Florestal, Duração: 8 h. Local: Centro de treinamento da Aracruz Celulose, Aracruz, ES. Data: 06/08/2008. Número de participantes: 23.
6. Curso “Biologia e controle das pragas do eucalipto” ao corpo técnico da Aracruz Celulose, Carpelo e Equilíbrio Proteção Florestal, Duração: 8 h. Local: Centro de treinamento da Carpelo S.A., Conceição da Barra, ES. Data: 05/08/2008. Número de participantes: 48.
7. Curso “Biologia e controle das pragas do eucalipto” ao corpo técnico da Aracruz Celulose, Carpelo e Equilíbrio Proteção Florestal, Duração: 8 h. Local: Centro de treinamento da Carpelo S.A., Nova Viçosa, BA. Data: 04/08/2008. Número de participantes: 40.
8. V Simpósio de Ciências Aplicadas da FAIT. “Controle Químico de Pragas Florestais”, FAIT, Itapeva-SP, 2008.
9. III Semana da Agronomia e da Engenharia Florestal – Agroflora. “Mini-Curso: Controle Biológico de Pragas Agrícolas e Florestais”, FAEF, Garça-SP, 2008.
10. 1º Ciclo de Palestras Florestais. “Controle Biológico de Pragas Florestais”, FAIT, Itapeva-SP, 2008.
Produção Técnico-científica
1. 23 resumos em eventos científicos na área de pragas;
2. 09 resumos em eventos científicos na área de doenças;
3. 09 artigos publicados e dois enviados para publicação
Em 1993, o Programa entrou em uma nova fase, sendo denominado PCMIP - Programa Cooperativo para o Manejo de Pragas Florestais e buscou uma maior interação entre as empresas associadas, desenvolvendo projetos de pesquisa cooperativos.
Em 1999 o amadurecimento do Programa incorporou a área de doenças florestais, sendo denominado Programa Temático de Manejo Integrado de Pragas e Doenças Florestais, iniciando os trabalhos com o desenvolvimento de um projeto de pesquisa na área de identificação e manejo de doenças do eucalipto.
No ano de 2000, atendendo a demanda das empresas florestais, o Programa incorporou a área de controle de incêndios florestais e passou a ser denominado Programa de Proteção Florestal - PROTEF. Atualmente, o PROTEF tem sob sua coordenação vários projetos de pesquisa e de extensão sobre manejo de pragas e doenças florestais, com participação de 17 empresas florestais, associadas e não-associadas ao IPEF.
Em 2007 o PROTEF atuou destacadamente na discussão sobre a lista de produtos químicos proibidos pelo sistema de certificação florestal FSC, que culminou na criação de um novo programa no IPEF, chamado de Programa Cooperativo em Certificação Florestal (PCCF). O PCCF tem participação de 27 empresas florestais, 3 certificadoras e 4 empresas químicas, sendo esse o maior programa atualmente do IPEF.
Missão
Promover o estabelecimento do manejo integrado dos agentes daninhos às florestas, estudando os insetos-praga, os fitopatógenos e a ocorrência de incêndios e seus efeitos no ecossistema florestal e desenvolvendo tecnologias adequadas, baseadas em aspectos técnicos, econômicos, sociais e ambientais, para o controle destes agentes.
Objetivos
• Atender necessidades específicas das empresas florestais nas áreas de manejo de pragas, doenças e incêndios florestais, buscando soluções objetivas, por meio de projetos de pesquisa.
• Desenvolver projetos de pesquisa cooperativa entre as empresas florestais, universidades, instituições de pesquisa e empresas do setor público e privado.
• Buscar e implementar inovações tecnológicas relacionadas ao MIP em florestas.
• Promover a troca de informações entre as empresas do setor florestal.
• Formar, aperfeiçoar e capacitar técnicos, com ênfase no manejo integrado de pragas e doenças.
• Difundir as informações geradas pela pesquisa e desenvolvimento, principalmente para as empresas do setor florestal.
Resultados
1. Projeto Cooperativo de Controle Biológico do Psilídeo-de-concha em Florestas de Eucalipto: Os principais resultados são: alta correlação entre as populações do psilídeo-de-concha e de seu parasitóide e não-correlação com predadores generalistas; desenvolvimento da técnica de criação da praga e do parasitóide no laboratório.
2. Monitoramento populacional do psilídeo-de-concha e de seus inimigos naturais em florestas de eucalipto.
3. Desenvolvimento de estratégias e modelos de monitoramento de cupins-praga em áreas de plantios de eucalipto, com redução de 70 %, em média, da área tratada com cupinicidas.
4. Levantamento e monitoramento de inimigos naturais em áreas de preservação ambiental e de eucalipto no sul da Bahia, demonstrando alta diversidade de inimigos naturais.
5. Atendimento às empresas no diagnóstico de doenças em viveiro e campo, assim como informações de manejo das mesmas;
6. Serviço de alerta florestal, informando através do site as doenças de ocorrência que possuem grande risco ao setor;
7. Serviço de zoneamento climático para a ferrugem do eucalipto;
Informação e Formação de Recursos Humanos
Visitas Técnicas
1. Visita técnica a Swedish Match para acompanhamento de ataque de lagarta do álamo, Porto União, SC, no período de 08 a 09/02/2008.
2. Visita técnica a Suzano Papel e Celulose para verificação de ataque de lagarta desfolhadora, Itatinga, SP nos dias 10 e 23/01/2008; 13 e 28/02/2008.
3. Visita técnica a Suzano Papel e Celulose para verificação de ataque de grilos em plantio de eucalipto, São Miguel Arcanjo, SP, em 23/03/2008.
4. Visita técnica a VCP Florestal, Três Lagoas, MS para acompanhamento da infestação de psilídeo-de-concha e de tripes em florestas de eucalipto, no período de 11 a 13 /04/2008.
5. Visita técnica para realização do monitoramento do psilídeo-de-concha referente ao Projeto Cooperativo de Controle Biológico do Psilídeo-de-Concha na CAF, Martinho Campos, MG nos períodos de 16 e 17/05; 09 e 10/08/2008.
6. Visita técnica a Copener Florestal (Bahia Pulp), Alagoinhas, BA para acompanhamento de surtos de lagartas desfolhadoras em plantios de eucalipto e discussão sobre projetos de pesquisa, nos períodos de 19/06/2008; 12 a 14/07/2008; 19 a 21/09/2008.
7. Visita técnica a MMX Florestal, Anastácio, MS para verificação de ataque de psilídeo-de-concha e de cupins em florestas de eucalipto, no período de 16 a 18/07/2008.
8. Visita técnica a AP Serviços, Itiquira, MT para acompanhamento de ataque de psilídeo-de-concha em florestas de eucalipto, no período de 18 a 20/07/2008.
9. Visita técnica a Ripasa S/A, Boa Esperança do Sul, SP para verificação de ataque do psilídeo-de-concha em plantios de eucalipto, no dia 19/10/2008.
Viagens Internacionais
1. Participação da 1ª. Reunião do grupo de especialistas do Forest Stewardship Council (FSC), da comissão “Continuous Improvement Approach to Chemicals”, para a revisão de florestas plantadas. Cidade: Bonn, Alemanha; Inst. promotora/financiadora: FSC International Center, Data do evento: 20 a 22/11/2008.
Participação e Organização de Eventos Técnico-científicos
1. Organização da 12ª. Reunião Técnica PROTEF: “Manejo de Pragas e Doenças do Eucalipto na Amazônia”. Cidade: Monte Dourado, PA; Inst. promotora/financiadora: IPEF/ Jari Celulose S.A. Data do evento: 10 a 12/06/2008. Local: Monte Dourado, PA. Apoio: Jari Celulose S.A. Público: 72 pessoas, entre representantes das empresas florestais, empresas prestadoras de serviço, pesquisadores e estudantes. Apresentação de 14 palestras durante o evento e visita técnica ao campo para verificação dos danos das principais pragas e doenças e seus respectivos métodos de controle.
2. Organização do 4º. Dia de Campo do Eucalipto. Local: FCA/UNESP; Cidade: Botucatu; Inst. promotora/financiadora: FCA/UNESP e Eucatex. Data do evento: 04/06/2008.
3. Organização do Dia de Campo sobre Percevejo-bronzeado em Florestas de Eucalipto. Local: Itaforte Bioprodutos, Cidade: Itapetininga, SP e VCP Florestal/Fazenda Ponte Alta, Cidade: Salto do Pirapora, SP; Inst. promotora/financiadora: IPEF/VCP/Itaforte Bioprodutos. Data do evento: 04/12/2008.
4. Organização do 4º Workshop sobre Formigas Cortadeiras. Piracicaba-SP. Local: ESALQ/USP; Cidade: Piracicaba, SP; Inst. promotora/financiadora: FCA/UNESP e IPEF. Data do evento: 02/09/2008.
5. Organização da Reunião sobre Pragas Exóticas em Florestas no Brasil. Local: ESALQ/USP; Cidade: Piracicaba, SP; Inst. promotora/financiadora: FCA/UNESP e IPEF. Data do evento: 03/09/2008.
Palestras Proferidas/Cursos
1. Atendimento à comunidade, empresas florestais e agricultores no diagnóstico de insetos e ácaros pragas em espécies vegetais e orientação para o tratamento fitossanitário: 30 atendimentos.
2. Curso “Psilídeo-de-concha do eucalipto: Bioecologia, monitoramento e manejo” ao corpo técnico da V&M Florestal, Duração: 6 h. Local: CAPEF, Paraopeba, MG. Data: 12/04/2008. Número de participantes: 18.
3. Curso “Manejo de Pragas em Viveiros de Eucalipto” ao corpo técnico da Veracel, Duração: 8 h. Local: Centro de treinamento da Veracel, em Eunápolis, BA. Data: 18 e 19/08/2008. Número de participantes: 15.
4. Curso “Principais pragas do eucalipto: bioecologia e manejo” ao corpo técnico da Ripasa, Duração: 8 h. Local: Centro de treinamento da Ripasa, Ibaté, SP. Data: 29 e 30/11/2007. Número de participantes: 32.
5. Curso “Biologia e controle das pragas do eucalipto” ao corpo técnico da Aracruz Celulose e Equilíbrio Proteção Florestal, Duração: 8 h. Local: Centro de treinamento da Aracruz Celulose, Aracruz, ES. Data: 06/08/2008. Número de participantes: 23.
6. Curso “Biologia e controle das pragas do eucalipto” ao corpo técnico da Aracruz Celulose, Carpelo e Equilíbrio Proteção Florestal, Duração: 8 h. Local: Centro de treinamento da Carpelo S.A., Conceição da Barra, ES. Data: 05/08/2008. Número de participantes: 48.
7. Curso “Biologia e controle das pragas do eucalipto” ao corpo técnico da Aracruz Celulose, Carpelo e Equilíbrio Proteção Florestal, Duração: 8 h. Local: Centro de treinamento da Carpelo S.A., Nova Viçosa, BA. Data: 04/08/2008. Número de participantes: 40.
8. V Simpósio de Ciências Aplicadas da FAIT. “Controle Químico de Pragas Florestais”, FAIT, Itapeva-SP, 2008.
9. III Semana da Agronomia e da Engenharia Florestal – Agroflora. “Mini-Curso: Controle Biológico de Pragas Agrícolas e Florestais”, FAEF, Garça-SP, 2008.
10. 1º Ciclo de Palestras Florestais. “Controle Biológico de Pragas Florestais”, FAIT, Itapeva-SP, 2008.
Produção Técnico-científica
1. 23 resumos em eventos científicos na área de pragas;
2. 09 resumos em eventos científicos na área de doenças;
3. 09 artigos publicados e dois enviados para publicação
Serviços ambientais e proteção do território
Pesquisa da Embrapa estimou que 30% do país é constituído por áreas disponíveis para uso agrícola intensivo, enquanto 70% do território brasileiro está protegido por dispositivos legais que limitam a possibilidade de atividades econômicas nas unidades de conservação e terras indígenas, reserva legal, áreas de preservação permanente.
Diante dos números dessa pesquisa, cabe perguntar: há áreas protegidas em excesso? Elas são suficientes? Essa proporção é pequena e deve ser ampliada?
Um estudo que ajuda a compreender o significado desses números é a Avaliação Ecossistêmica do Milênio (AEM), publicada em 2005 (disponível em http://www.maweb.org/en/index.aspx). Ela constitui num amplo levantamento sobre a saúde dos ecossistemas, tendo envolvido 1360 especialistas de 95 países. A AEM não teve o grau de notoriedade e publicidade alcançado pelo IPCC, que tratou das mudanças climáticas, mas é igualmente importante.
O estudo evidencia que os processos que acontecem nos ecossistemas produzem vários benefícios, tais como a regulação da qualidade do ar, a regulação do clima e o seqüestro de carbono, a regulação da erosão, a purificação da água, a regulação de doenças, a polinização, a regulação de desastres naturais, além de diversos benefícios não materiais. (ver figura)

O estudo mostra que a natureza presta serviços ambientais gratuitos que, caso sejam contabilizados, mudam radicalmente as contas de perdas e ganhos econômicos. Quando dimensionamos o valor dos serviços ambientais, uma área que seria considerada improdutiva numa contabilidade econômica convencional, passa a ser altamente produtiva e valiosa.
A substituição de serviços ambientais naturais por prestação de serviços pelos seres humanos tem um preço que os mais ricos podem pagar, mas há um crescente prejuízo para os pobres, que são mais dependentes dos serviços prestados pelos ecossistemas e mais vulneráveis à degradação dos serviços, o que os torna ainda mais excluídos e empobrecidos. Quando se perdem serviços ambientais, como por exemplo, a capacidade de regeneração natural de rios, os mais afetados são os mais pobres, expostos ao déficit de saneamento e aos custos crescentes dos sistemas de tratamento de água e esgoto. A AEM conclui que atividades humanas alteraram radicalmente os ecossistemas nos últimos 50 anos e que essas mudanças trouxeram ganhos, porém a custos crescentes. Há degradação de muitos serviços prestados pelos ecossistemas, e risco crescente de mudanças abruptas nos ecossistemas.
James Lovelock, o criador da teoria de Gaia, também considera que já ocupamos e transformamos em excesso áreas do planeta e que “Os ecossistemas naturais da Terra não existem para serem transformados em terra cultivável, mas para conservar o clima e a química do planeta.” Ele questiona também a mudança no uso da terra para produzir energia, ao constatar que “ Já nos apossamos de mais de metade da terra produtiva para cultivar nossos alimentos. Como podemos presumir que Gaia cuidará da Terra se tentarmos pegar o restante das terras para a produção de combustível?” E propõe uma retirada sustentável, pois “já ocupamos muito mais do que seria razoável.” Tal retirada significa devolver à natureza parte das terras que foram ocupadas para uso humano, para que ela continue a prestar os valiosos serviços ambientais de regulação climática, produção de água, proteção da biodiversidade.
A ocupação temerária e imprudente de encostas íngremes e fundos de vale em áreas urbanizadas tem causado mortes e prejuízos econômicos. Tais áreas precisam ser devolvidas à natureza.
Apenas aqueles cientistas com sensibilidade e conhecimento sofisticados, sabem que outras áreas que ainda não se percebe como sendo de risco, precisam ser também desocupadas para que a terra continue a prestar os serviços ambientais vitais. Para viabilizar tal desocupação e a expansão das áreas protegidas, será necessário enfrentar as resistências pontuais e que atuam com a força do interesse econômico imediato. O interesse da saúde dos ecossistemas é um interesse público e coletivo de longo prazo e precisa ser da mesma forma defendido.
Diante dos números dessa pesquisa, cabe perguntar: há áreas protegidas em excesso? Elas são suficientes? Essa proporção é pequena e deve ser ampliada?
Um estudo que ajuda a compreender o significado desses números é a Avaliação Ecossistêmica do Milênio (AEM), publicada em 2005 (disponível em http://www.maweb.org/en/index.aspx). Ela constitui num amplo levantamento sobre a saúde dos ecossistemas, tendo envolvido 1360 especialistas de 95 países. A AEM não teve o grau de notoriedade e publicidade alcançado pelo IPCC, que tratou das mudanças climáticas, mas é igualmente importante.
O estudo evidencia que os processos que acontecem nos ecossistemas produzem vários benefícios, tais como a regulação da qualidade do ar, a regulação do clima e o seqüestro de carbono, a regulação da erosão, a purificação da água, a regulação de doenças, a polinização, a regulação de desastres naturais, além de diversos benefícios não materiais. (ver figura)

O estudo mostra que a natureza presta serviços ambientais gratuitos que, caso sejam contabilizados, mudam radicalmente as contas de perdas e ganhos econômicos. Quando dimensionamos o valor dos serviços ambientais, uma área que seria considerada improdutiva numa contabilidade econômica convencional, passa a ser altamente produtiva e valiosa.
A substituição de serviços ambientais naturais por prestação de serviços pelos seres humanos tem um preço que os mais ricos podem pagar, mas há um crescente prejuízo para os pobres, que são mais dependentes dos serviços prestados pelos ecossistemas e mais vulneráveis à degradação dos serviços, o que os torna ainda mais excluídos e empobrecidos. Quando se perdem serviços ambientais, como por exemplo, a capacidade de regeneração natural de rios, os mais afetados são os mais pobres, expostos ao déficit de saneamento e aos custos crescentes dos sistemas de tratamento de água e esgoto. A AEM conclui que atividades humanas alteraram radicalmente os ecossistemas nos últimos 50 anos e que essas mudanças trouxeram ganhos, porém a custos crescentes. Há degradação de muitos serviços prestados pelos ecossistemas, e risco crescente de mudanças abruptas nos ecossistemas.
James Lovelock, o criador da teoria de Gaia, também considera que já ocupamos e transformamos em excesso áreas do planeta e que “Os ecossistemas naturais da Terra não existem para serem transformados em terra cultivável, mas para conservar o clima e a química do planeta.” Ele questiona também a mudança no uso da terra para produzir energia, ao constatar que “ Já nos apossamos de mais de metade da terra produtiva para cultivar nossos alimentos. Como podemos presumir que Gaia cuidará da Terra se tentarmos pegar o restante das terras para a produção de combustível?” E propõe uma retirada sustentável, pois “já ocupamos muito mais do que seria razoável.” Tal retirada significa devolver à natureza parte das terras que foram ocupadas para uso humano, para que ela continue a prestar os valiosos serviços ambientais de regulação climática, produção de água, proteção da biodiversidade.
A ocupação temerária e imprudente de encostas íngremes e fundos de vale em áreas urbanizadas tem causado mortes e prejuízos econômicos. Tais áreas precisam ser devolvidas à natureza.
Apenas aqueles cientistas com sensibilidade e conhecimento sofisticados, sabem que outras áreas que ainda não se percebe como sendo de risco, precisam ser também desocupadas para que a terra continue a prestar os serviços ambientais vitais. Para viabilizar tal desocupação e a expansão das áreas protegidas, será necessário enfrentar as resistências pontuais e que atuam com a força do interesse econômico imediato. O interesse da saúde dos ecossistemas é um interesse público e coletivo de longo prazo e precisa ser da mesma forma defendido.
MMA vai ampliar ações para o desenvolvimento sustentável da Amazônia
O Ministério do Meio Ambiente e a Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia (Sudam) vão ampliar a implementação de ações para promover o desenvolvimento sustentável da Amazônia. A parceria alia as estratégias do Macrozoneamento Ecológico Econômico da Amazônia Legal (MacroZEE) ao Plano Regional de Desenvolvimento da Amazônia (PRDA) na busca por um novo modelo de produção na região que valorize a população e a floresta em pé. A parceria vai seguir as diretrizes do Programa Amazônia Sustentável (PAS).
Segundo o diretor de Zoneamento Territorial do MMA, Roberto Vizentin, o MacroZEE vai territorializar a Amazônia. "O PAS define, por exemplo, que é preciso ampliar os sistemas agroflorestais, mas não indica onde isso vai acontecer. Já o MacroZEE territorializa a política, indicando onde essa diretriz pode ser implementada", explica.
O MacroZEE divide a região da Amazônia Legal em 10 unidades territoriais, com a indicações das melhores estratégias de desenvolvimento sustentável para cada área, de acordo com suas características sociais, econômicas e ambientais de cada uma. As ações podem afetar as 23 milhões de pessoas que vivem na Amazônia Legal.
De acordo com Vizentin, essa divisão leva em consideração os diferentes problemas para encontrar soluções diferenciadas.
Já o PRDA vai seguir as estratégias do MacroZEE para elaborar programas e projetos concretos de investimento e fomento da atividade produtiva sustentável, em cada uma das 10 unidades territoriais.
Essa parceria de implementação de ações seguindo as três políticas vai permitir que o Brasil alcance suas metas de desenvolvimento sustentável da região, aliada à redução do desmatamento, viabilização da economia sustentável, criação de emprego valorizando a população local.
"O alinhamento do PAS com o MacroZEE e o PDRA representa um movimento sinérgico de transição para a sustentabilidade da Amazônia", ressaltou Vizentin.
Na última semana, representantes do MMA, Sudam, Banco da Amazônia e Superintendência da Zona Franca de Manaus se reuniram em Belém para fechar essa parceria.
O coordenador de planos de desenvolvimento, Adagenor Ribeiro enfatizou a importância de compatibilizar esses instrumentos de desenvolvimento com grande impacto regional, que poderão trazer bons frutos para a Amazônia Legal.
A articulação do MMA com a Sudam é prevista no texto do MacroZEE, em consulta pública na internet. Ainda será discutido um modelo de gestão para parceria, a fim de garantir a execução das ações. "A parceria é mais um passo decisivo para a construção do MacroZEE como referência estratégica para o desenvolvimento sustentável da região", afirmou Vizentin
Consulta Pública - Em consulta pública desde 27 de janeiro, o MacroZEE propõe um novo modelo de exploração dos recursos naturais e do uso do solo da região amazônica. O texto é resultado de quatro anos de discussões, com a participação de 14 ministérios e governos locais. Mesmo antes de colocar o texto em consulta pública, a sociedade já tinha espaço para opinar sobre o MacroZEE nas chamadas "mesas de diálogos"
No próximo dia 19 de fevereiro, em Belém, o MMA e Embrapa reunirão a população e especialistas para aperfeiçoar o MacroZEE. Também está prevista para o final deste mês uma reunião no Centro de Desenvolvimento Sustentável da Universidade de Brasília para discutir o documento. (Fonte: MMA)
Segundo o diretor de Zoneamento Territorial do MMA, Roberto Vizentin, o MacroZEE vai territorializar a Amazônia. "O PAS define, por exemplo, que é preciso ampliar os sistemas agroflorestais, mas não indica onde isso vai acontecer. Já o MacroZEE territorializa a política, indicando onde essa diretriz pode ser implementada", explica.
O MacroZEE divide a região da Amazônia Legal em 10 unidades territoriais, com a indicações das melhores estratégias de desenvolvimento sustentável para cada área, de acordo com suas características sociais, econômicas e ambientais de cada uma. As ações podem afetar as 23 milhões de pessoas que vivem na Amazônia Legal.
De acordo com Vizentin, essa divisão leva em consideração os diferentes problemas para encontrar soluções diferenciadas.
Já o PRDA vai seguir as estratégias do MacroZEE para elaborar programas e projetos concretos de investimento e fomento da atividade produtiva sustentável, em cada uma das 10 unidades territoriais.
Essa parceria de implementação de ações seguindo as três políticas vai permitir que o Brasil alcance suas metas de desenvolvimento sustentável da região, aliada à redução do desmatamento, viabilização da economia sustentável, criação de emprego valorizando a população local.
"O alinhamento do PAS com o MacroZEE e o PDRA representa um movimento sinérgico de transição para a sustentabilidade da Amazônia", ressaltou Vizentin.
Na última semana, representantes do MMA, Sudam, Banco da Amazônia e Superintendência da Zona Franca de Manaus se reuniram em Belém para fechar essa parceria.
O coordenador de planos de desenvolvimento, Adagenor Ribeiro enfatizou a importância de compatibilizar esses instrumentos de desenvolvimento com grande impacto regional, que poderão trazer bons frutos para a Amazônia Legal.
A articulação do MMA com a Sudam é prevista no texto do MacroZEE, em consulta pública na internet. Ainda será discutido um modelo de gestão para parceria, a fim de garantir a execução das ações. "A parceria é mais um passo decisivo para a construção do MacroZEE como referência estratégica para o desenvolvimento sustentável da região", afirmou Vizentin
Consulta Pública - Em consulta pública desde 27 de janeiro, o MacroZEE propõe um novo modelo de exploração dos recursos naturais e do uso do solo da região amazônica. O texto é resultado de quatro anos de discussões, com a participação de 14 ministérios e governos locais. Mesmo antes de colocar o texto em consulta pública, a sociedade já tinha espaço para opinar sobre o MacroZEE nas chamadas "mesas de diálogos"
No próximo dia 19 de fevereiro, em Belém, o MMA e Embrapa reunirão a população e especialistas para aperfeiçoar o MacroZEE. Também está prevista para o final deste mês uma reunião no Centro de Desenvolvimento Sustentável da Universidade de Brasília para discutir o documento. (Fonte: MMA)
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